...Lembro-me daquela menina apavorada, que beijava com um olho fechado e um aberto. Tinha que ver quem passava. Já pensou se passava alguém que não podia? Nesse momento não se pensava no beijo, mas nas possíveis consequências do beijo, da maneira mais drástica possível. Nem percebia quando tudo acabava, esse tudo que se resumia a alguns segundos de boca, língua e saliva. Contava os passos até em casa. Seu andar se transformava em uma corrida de passos desajeitados, desesperados, receosos... O coração palpita em ritmo mais acelerado, acompanhando os pés. Aquele nó na garganta que se aperta cada vez mais com a chegada que se aproxima. Não olha para nada, não sabe quem vai na rua ao seu lado, não pensa, só anda...Então percebe que está tensa, mas precisa mostrar naturalidade, mas como, se o coração vai a mil por hora, a cabeça gira, o corpo treme? É chegada a hora, não sabe o que fazer, o que falar, como agir... só vai... e quando chega, a surpresa! Seu pai não está em casa...
terça-feira, 21 de abril de 2009
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Cínt[nica]
Daqui eu vejo sua máscara cair
Daqui eu vejo sua nudez
E como ela é feia!
O grande vazio que você procura disfarçar
E que só consegue transparecer sua podridão
Psicopata? Doente?
Não!
Você é só um verme!
Que nem merece atenção
Que só entende de feridas e pus
E toda a sua vida a isso se traduz!
Daqui eu vejo sua nudez
E como ela é feia!
O grande vazio que você procura disfarçar
E que só consegue transparecer sua podridão
Psicopata? Doente?
Não!
Você é só um verme!
Que nem merece atenção
Que só entende de feridas e pus
E toda a sua vida a isso se traduz!
"Florbela In Memoriam"
Uma poesia forte
Uma mulher forte
Um tempo agressivo
e opressivo
O romper da aurora através do nascer dos versos
e dos gestos
Amar, Amar e Amar
Sem prisões, restrições
Aversão aos grilhões,
separações...
A vontade de superação constante
A poesia cortante
De desejo ardente
A dor companheira confidente
E um grito que nunca se cala
estridente...
Uma mulher forte
Um tempo agressivo
e opressivo
O romper da aurora através do nascer dos versos
e dos gestos
Amar, Amar e Amar
Sem prisões, restrições
Aversão aos grilhões,
separações...
A vontade de superação constante
A poesia cortante
De desejo ardente
A dor companheira confidente
E um grito que nunca se cala
estridente...
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